imposto de renda 2026: mais de 10 milhões de declarações recebidas

A Receita Federal já contabiliza mais de 10 milhões de declarações do Imposto de Renda 2026. Até as 17h54, foram enviadas 10.012.457 declarações em apenas 18 dias, marcando um recorde no tempo necessário para atingir esse número nos últimos anos. Em comparação, em 2025, esse volume foi alcançado em 23 dias.

Prazos e regras do Imposto de Renda 2026

O período para a entrega das declarações do Imposto de Renda 2026 iniciou-se em 23 de março e vai até 29 de maio. Até o momento, 60,80% das declarações enviadas utilizaram a opção pré-preenchida, e 76,7% dos contribuintes têm direito a restituição. A Receita Federal estima receber cerca de 44 milhões de declarações este ano, um aumento em relação aos 43,5 milhões de 2025.

Vantagens da entrega antecipada

Entregar a declaração o quanto antes aumenta as chances de receber a restituição nos primeiros lotes. Segundo a Receita, quem enviar a declaração até 10 de maio estará habilitado a integrar o primeiro lote de restituição.

Como declarar o Imposto de Renda 2026

O programa para a declaração do Imposto de Renda 2026 está disponível para download no site da Receita Federal. Existem versões para diferentes sistemas operacionais, como Windows, MacOS e Linux. A escolha entre a declaração simplificada ou completa deve ser feita considerando o perfil do contribuinte.

  • A declaração simplificada oferece um desconto de 20% na renda tributável, com limite de R$ 16.754,34.
  • A declaração completa é mais vantajosa para quem tem dependentes e despesas significativas que permitem deduções acima do limite da opção simplificada.

Benefícios da declaração pré-preenchida

A Receita Federal recomenda a utilização da declaração pré-preenchida, que automaticamente insere dados como rendimentos, contas bancárias e despesas médicas. Isso diminui o risco de cair na malha fina. A expectativa é que 60% dos contribuintes optem por essa modalidade em 2026.

Além disso, pela primeira vez, a Receita terá acesso a 100% das despesas médicas informadas pelos contribuintes, cruzando dados com o sistema Receita Saúde. É fundamental que os contribuintes verifiquem os dados e completem as informações necessárias, além de manter a documentação para comprovação.

Acesso e obrigatoriedade de declaração

Os contribuintes podem fazer suas declarações online pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda”. Para acessar, é necessária autenticação na Plataforma GOV.BR. O sistema foi aprimorado e agora oferece alertas para erros comuns, como falta de declaração de rendimentos de dependentes.

É obrigatório declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00, quem obteve outros rendimentos acima de R$ 200 mil, e contribuintes que alienaram mais de R$ 40 mil em ações. Para mais informações sobre como declarar, consulte a Receita Federal.

Volatilidade abre janela de oportunidades na Bolsa, alerta diretor da B3

Com o cenário de juros elevados e incertezas globais, a volatilidade do mercado tem desafiado investidores — mas também aberto espaço para novas oportunidades na Bolsa.

Para Felipe Paiva, diretor da B3, o momento exige menos reação e mais estratégia. “Costumo dizer que é nos momentos de volatilidade que surgem as grandes oportunidades. Não significa colocar todo o patrimônio em bolsa ou renda fixa, mas entender a importância da diversificação”, afirma.

A situação contrasta com o nível elevado da taxa básica de juros, que mantém a renda fixa atrativa. Ainda assim, segundo Paiva, olhar apenas para esse fator pode limitar decisões de investimento.

“Fala-se muito da taxa de juros a 15% ao ano, mas é preciso olhar também para o desempenho da Bolsa nos últimos meses. Muitas vezes, o investidor opta por ficar apenas na renda fixa por conta desse retorno, mas quem não alocou parte dos recursos na Bolsa no ano passado acabou perdendo uma valorização próxima de 30%”, conta.

Além de alternativa de investimento, a Bolsa cumpre a função de financiar empresas e impulsionar crescimento. O Brasil está entre as maiores bolsas do mundo, conectando investidores a companhias que precisam captar recursos para investir, ampliar a produção e gerar empregos.

O mercado brasileiro também tem atraído capital internacional. “A B3 recebeu um fluxo estrangeiro muito forte nos primeiros meses do ano. Esse investidor olha para o Brasil e, mesmo com adversidades, enxerga oportunidades”, diz Paiva.

Segundo ele, esse comportamento ajuda a explicar por que momentos de maior instabilidade devem ser vistos como janela para ajustes na carteira. “Estar atento aos investimentos permite identificar oportunidades e buscar retornos mais consistentes ao longo do tempo”, aconselha.

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CNI defende negociação coletiva para reduzir jornada de trabalho

A negociação coletiva foi defendida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) como a melhor alternativa para discutir a redução da jornada de trabalho no Brasil. Durante uma audiência realizada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, a CNI apresentou seus argumentos sobre como essa prática pode ser benéfica.

Importância da negociação coletiva na redução da jornada

A superintendente de Relações do Trabalho da CNI, Sylvia Lorena de Sousa, destacou que o Brasil já possui mecanismos adequados para abordar a questão da jornada de trabalho, respeitando as diferentes realidades econômicas e regionais. “O sistema atual considera a diversidade do país e as propostas em debate buscam substituir essa lógica por uma regra única, o que pode ser prejudicial”, afirmou.

Segundo Sylvia, a redução da jornada por meio de legislação pode aparentar ser uma medida positiva, mas pode trazer consequências adversas, como aumento da inflação e perda de competitividade. Além disso, pode resultar em menor crescimento econômico e diminuição das oportunidades de emprego.

Efeitos da redução da jornada de trabalho

A CNI apresentou estimativas sobre os impactos econômicos da proposta de redução da jornada para 40 horas semanais, sem diminuição salarial. Esses efeitos podem ser prejudiciais para a indústria, comprometendo a competitividade das empresas e impactando diretamente o crescimento econômico. Esses desafios, segundo a CNI, recaem sobre a sociedade como um todo.

  • Aumento da inflação
  • Perda de competitividade
  • Menor crescimento econômico
  • Diminuição das oportunidades de emprego

“Precisamos de soluções que realmente funcionem. A negociação coletiva é o caminho que permite equilibrar interesses e adaptar a jornada às realidades de cada setor e categoria profissional”, concluiu Sylvia Lorena.

Debate na CCJ e perspectivas futuras

O relator das propostas na CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), ressaltou que o contexto econômico atual é diferente do de 1988, quando a questão da jornada de trabalho ganhou destaque. Ele mencionou que, na época, previsões de efeitos negativos não se concretizaram como se esperava.

Se a proposta de emenda à Constituição for considerada constitucional, seguirá para análise de uma comissão especial. O debate contou ainda com a participação de representantes de outras confederações, como a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Camed Corretora registra diferença salarial de 20% entre homens e mulheres

A Camed Corretora de Seguros publicou o Relatório de Transparência e Igualdade Salarial referente ao 1º semestre de 2026, com dados baseados no quadro de colaboradores de dezembro de 2025. O documento revela que, apesar de as mulheres serem maioria no quadro de funcionários, ainda recebem menos do que os homens na empresa.

Com 124 colaboradores ativos, a corretora cearense tem composição predominantemente feminina: 58,9% são mulheres e 41,1% são homens. Ainda assim, o salário mediano das colaboradoras equivale a 79,6% do salário dos homens, enquanto a remuneração média feminina corresponde a 73,1% da masculina.

O relatório também traz um recorte racial. Mulheres negras representam 32,3% do quadro total, seguidas por mulheres não negras (26,6%), homens negros (26,6%) e homens não negros (14,5%).

Na análise por grupos ocupacionais, a disparidade se aprofunda nos cargos de liderança: entre dirigentes e gerentes, homens respondem por 38,9% do grupo e mulheres por 21,5%. Já nos cargos de nível superior, a presença feminina é maior — 72,7% contra 54,7% dos homens.

A empresa afirma que o relatório faz parte de um compromisso com transparência e inclusão, e cita iniciativas em andamento como programas de incentivo à liderança feminina, políticas de diversidade e inclusão, ações de apoio à parentalidade e desenvolvimento de lideranças.

A divulgação do documento segue obrigação legal estabelecida pela Lei 14.611/2023, que exige que empresas com mais de 100 empregados publiquem periodicamente dados sobre equidade salarial entre homens e mulheres.

Fonte: Camed Corretora de Seguros

Rota Agro: ANTT inicia operação e plano de 100 dias para melhorias

A Rota Agro começa uma nova fase com a supervisão da ANTT, que marcou o início da operação da concessionária Way 364 e o lançamento do Plano de 100 dias. O evento ocorreu em Jataí (GO) e contou com a presença do Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, e de outros representantes da agência.

Plano de 100 dias para a Rota Agro

O Plano de 100 dias visa implementar ações imediatas para aprimorar a infraestrutura da BR-364. Este plano foi elaborado com base em diálogos com comunidades locais, prefeituras e análises de dados da ANTT, DNIT e Polícia Rodoviária Federal. O objetivo é garantir mais segurança e melhor trafegabilidade na rodovia, fundamental para o agronegócio da região.

Intervenções e melhorias na rodovia

Entre as primeiras ações programadas estão:

  • Correção de falhas no pavimento
  • Revitalização da sinalização horizontal e vertical
  • Limpeza da faixa de domínio
  • Substituição de placas e dispositivos danificados

Uma força-tarefa será mobilizada para atuar em pontos críticos, incluindo a instalação de defensas metálicas e a recuperação de guarda-corpos em pontes. A iluminação pública em Jataí também será melhorada, aumentando a segurança dos motoristas.

Conectividade e atendimento ao usuário

O plano inclui a implementação de cobertura 4G ao longo da rodovia, com a instalação de 45 torres de telecomunicação. Isso não só melhora a comunicação em emergências, mas também prepara a Rota Agro para inovações tecnológicas no futuro. Além disso, uma estrutura permanente de atendimento 24 horas será estabelecida, com um Centro de Controle Operacional e diversos serviços disponíveis ao longo da estrada.

Resultados esperados com o plano

Nos primeiros 100 dias, a concessionária se propõe a recuperar mais de 500 mil metros quadrados de pavimento e revitalizar 30 mil metros quadrados de sinalização. A expectativa é que essas ações melhorem a trafegabilidade e reduzam o número de acidentes na rodovia, beneficiando diretamente os motoristas e o transporte de cargas. “Estamos priorizando intervenções que tragam resultados rápidos e eficazes”, destacou Guilherme Theo Sampaio.

Volvo inicia testes com caminhões a hidrogênio na Europa

A Volvo Trucks iniciou testes com caminhões a hidrogênio na Europa, o que marca um passo significativo na direção da descarbonização do transporte pesado. Esses testes estão sendo conduzidos em rodovias sob condições reais, visando validar a utilização do hidrogênio verde como fonte de energia para veículos de longa distância.

Avanços na tecnologia de caminhões a hidrogênio

Os caminhões em testes utilizam motores de combustão a hidrogênio, permitindo que sejam classificados como Zero Emission Vehicles (ZEV) de acordo com os regulamentos da União Europeia. O lançamento comercial desses veículos está previsto para ocorrer até 2030.

Injeção direta de alta pressão

O sistema de injeção direta de alta pressão (HPDI) é uma tecnologia que combina hidrogênio com uma pequena quantidade de combustível de ignição, melhorando a eficiência da combustão. Essa tecnologia já é utilizada pela Volvo em veículos a gás e tem se mostrado eficaz na melhoria do desempenho e na redução do consumo de combustível.

O futuro do transporte pesado

Jan Hjelmgren, chefe de Gestão de Produtos da Volvo Trucks, afirmou que os testes em rodovia representam um marco importante no desenvolvimento de caminhões com motores a hidrogênio. Ele acredita que esses veículos se destacarão no mercado em termos de eficiência de combustível, potência e torque.

Os caminhões a hidrogênio foram projetados para aplicações de longa distância, onde as soluções elétricas ainda enfrentam desafios devido à infraestrutura de recarga e ao tempo necessário para o carregamento. Com o uso de combustíveis renováveis no processo de ignição, esses motores podem operar com emissões de CO₂ quase nulas ao longo de todo o ciclo de vida do veículo.

Uma estratégia abrangente para a neutralidade de carbono

A iniciativa de testar caminhões a hidrogênio é parte de um plano mais amplo da Volvo para alcançar a neutralidade de carbono no transporte. A montadora está investindo em diversas tecnologias, incluindo veículos elétricos a bateria e células de combustível, além de motores que utilizam combustíveis renováveis como biodiesel e biogás.

  • Veículos elétricos a bateria
  • Células de combustível
  • Combustíveis renováveis como HVO

“Identificamos um grande potencial nos caminhões a hidrogênio, mas a descarbonização do transporte requer uma combinação de soluções”, conclui Hjelmgren. Com os testes em progresso, a Volvo avança na busca por alternativas energéticas sustentáveis para o transporte pesado, especialmente em rotas que exigem maior autonomia e flexibilidade operacional.

Margem Equatorial é destaque em simpósio com ANTAQ no Amapá

A Margem Equatorial se destacou em um simpósio realizado no Amapá, onde a participação da ANTAQ foi fundamental. O evento ocorreu no dia 26 de março de 2026, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil no Amapá (OAB/AP), promovido em colaboração com a Escola Superior de Advocacia (ESA). O diretor da ANTAQ, Wilson Lima Filho, apresentou as perspectivas regulatórias e a crescente importância do estado na agenda nacional.

O papel da Margem Equatorial no desenvolvimento

Durante o simpósio, o tema em discussão foi “Expectativas do Direito Marítimo na Era da Margem Equatorial”. A proposta do evento foi explorar tanto os desafios quanto as oportunidades que surgem com o desenvolvimento das atividades econômicas na região amazônica. Lima Filho enfatizou a relevância do Amapá no contexto nacional, afirmando: “O Amapá está cada vez mais presente na agenda nacional”.

Desafios e oportunidades na margem equatorial

A Margem Equatorial é uma faixa litorânea que se estende do Amapá até o Rio Grande do Norte, destacando-se em discussões sobre exploração energética, logística e sustentabilidade. O simpósio foi uma plataforma para debater os impactos jurídicos, ambientais e econômicos relacionados a esse crescimento.

  • Exploração energética na região
  • Desenvolvimento de infraestrutura logística
  • Desafios ambientais e jurídicos

Além disso, a apresentação de Lima Filho reforçou a soberania nacional e a importância do diálogo entre os setores envolvidos. Ele destacou que o Amapá está se mobilizando para estabelecer uma infraestrutura logística que corresponda à magnitude das iniciativas planejadas.

Participação de autoridades e especialistas

O evento contou com a presença de representantes da Marinha do Brasil, incluindo a Diretoria de Portos e Costas, o 4º Distrito Naval e a Capitania dos Portos do Amapá. Advogados e especialistas em direito marítimo também participaram, contribuindo para um debate enriquecedor sobre o futuro da exploração marítima no Brasil.

A realização desse simpósio coloca o Amapá como um protagonista em um planejamento estratégico voltado para a exploração marítima e o desenvolvimento econômico do país.

Empresas elevam investimentos em cibersegurança para enfrentar instabilidade global

Pesquisa da Strategy& (PwC) analisa políticas de segurança em 11 países e conclui que apenas uma abordagem integrada entre setores público e privado é capaz de enfrentar o nível atual de ameaças

A Strategy&, braço de consultoria estratégica da PwC, divulgou o Global Cyber Benchmarking Study, estudo que avalia como governos de quatro continentes estão respondendo ao crescimento dos ataques cibernéticos. A pesquisa analisou as políticas de segurança digital de onze países — Canadá, Alemanha, França, Hong Kong, Israel, Marrocos, Países Baixos, Cingapura, África do Sul, Tunísia e Ucrânia — com base em 40 perguntas organizadas em três dimensões: padrões nacionais, capacidades organizacionais e legislação.

A conclusão central do relatório é direta: apenas uma abordagem holística e híbrida de resiliência cibernética será suficiente. Um país só alcança resiliência digital quando mobiliza todo o arsenal disponível, integrando setores público e privado e protegendo simultaneamente as esferas digital, física e humana de sua infraestrutura.

Segurança cibernética vira agenda de Estado

Um dos principais achados do estudo é a mudança de posicionamento dos governos em relação ao tema. Os países estão cada vez mais incorporando estratégias nacionais de cibersegurança a objetivos mais amplos, como crescimento econômico e liderança tecnológica — criando uma base mais sólida para a resiliência digital como um todo.

Nesse contexto, a colaboração entre setores público e privado e o alinhamento com padrões internacionais surgem como elementos centrais para transformar políticas em resiliência concreta, que transcenda fronteiras e seja aplicável em cenários de ameaças cada vez mais sofisticados.

A ferramenta Cyber Skyward Curve

Para ajudar governos a se posicionarem e evoluírem, a Strategy& introduziu no estudo a chamada Cyber Skyward Curve — um modelo prático para avaliar e aprimorar a maturidade de um país em termos de resiliência cibernética.

Na fase inicial da curva, países apresentam baixo nível de resiliência devido à fragilidade na implementação de políticas ainda incipientes. Frameworks nacionais fragmentados geram lacunas e inconsistências nas medidas de proteção, deixando os Estados vulneráveis a todos os tipos de ameaças. Nesse estágio, o caminho recomendado passa por construir uma compreensão unificada dos desafios e fortalecer a colaboração entre organizações públicas e privadas.

Em estágios intermediários, o problema muda de natureza: barreiras burocráticas e aplicação ineficiente das políticas existentes dificultam avanços mais consistentes, resultando em complexidade regulatória crescente, tomada de decisão lenta e brechas adicionais no sistema de proteção.

Legislação e capacitação como pilares

O estudo reforça que a construção de capacidade não é opcional. Marcos regulatórios e iniciativas de capacitação — especialmente leis de privacidade de dados e de segurança da informação — são essenciais para desenvolver a capacidade cibernética de uma nação. Ao mesmo tempo, o ambiente legal em evolução, incluindo políticas de cibersegurança, reforça a proteção de direitos individuais e apoia uma governança cibernética coordenada em um cenário de ameaças em rápida transformação.

Setor privado ainda patina

Em paralelo ao recorte governamental, dados da pesquisa mais ampla da PwC sobre confiança digital em 2025 revelam um quadro preocupante no mundo corporativo. Apenas 2% das empresas implementaram resiliência cibernética de forma abrangente em toda a organização, mesmo com 66% dos líderes de tecnologia apontando o cibercrime como o principal risco a ser mitigado nos próximos 12 meses. O custo médio de uma violação de dados entre os respondentes chega a US$ 3,3 milhões.

Paradoxalmente, as organizações se sentem menos preparadas justamente para as ameaças que mais as preocupam — como riscos relacionados à nuvem e brechas em terceiros. Menos da metade afirma que seus CISOs participam de forma significativa do planejamento estratégico e das decisões sobre tecnologia.

O quadro sugere que, tanto no âmbito dos governos quanto das empresas, a resiliência cibernética ainda é mais discurso do que prática — e que fechar essa lacuna exigirá muito mais do que investimento em ferramentas: vai demandar coordenação, legislação robusta e uma mudança cultural na forma como o tema é tratado nas esferas de decisão.

Por que importa: O estudo expõe uma contradição global que afeta diretamente governos e empresas: todos reconhecem o risco cibernético como prioridade, mas pouquíssimos têm estrutura real para enfrentá-lo. Num mundo onde ataques digitais já derrubam infraestruturas críticas, paralisam serviços públicos e custam bilhões, a pesquisa mostra que resiliência cibernética não é questão técnica — é questão de política de Estado, governança corporativa e cooperação internacional. O dado mais revelador resume tudo: apenas 2% das empresas globais têm proteção implementada de ponta a ponta.

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