Governo brasileiro projeta leilões e investimentos significativos em rodovias e ferrovias para os próximos anos.
O governo de Lula está planejando uma carteira de concessões de infraestrutura que totaliza até R$ 230 bilhões, englobando projetos de rodovias, ferrovias e portos. A previsão é que, até 2027, o Ministério dos Transportes realize 11 leilões de rodovias e oito de ferrovias, com investimentos estimados em R$ 214 bilhões.
Os projetos ferroviários representam a maior parte dos recursos, com cerca de R$ 160 bilhões alocados. No entanto, especialistas alertam que os altos juros e incertezas fiscais podem dificultar a implementação desses projetos. Muitos deles demandam grandes investimentos iniciais antes de começarem a gerar receita, o que pode comprometer a atratividade para investidores.
Desafios na infraestrutura ferroviária
Os projetos de ferrovias, que envolvem construção do zero ou recuperação de trechos existentes, apresentam desafios significativos. Daniel Keller, sócio da Una Partners, destaca que a participação do governo é essencial para viabilizar esses empreendimentos. O governo estuda utilizar recursos da renovação antecipada de concessões para financiar novos trechos, uma proposta que está em análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Um dos projetos mais promissores é o Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118), que visa conectar a malha nacional aos portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Este projeto deve contar com recursos públicos oriundos de renegociações contratuais, aumentando as chances de sucesso no leilão.
Ao todo, o Ministério dos Transportes planeja não apenas as oito concessões ferroviárias, mas também nove chamamentos públicos para autorizações e uma oferta contínua de terminais e trechos ociosos. Contudo, o cenário de juros altos pode elevar os custos para os investidores e afetar a continuidade das licitações.
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