Ameaças de bomba afetam voos europeus pela 3ª vez esta semana

Uma série de ameaças de bomba afetou voos na Europa, com o chanceler espanhol mencionando uma possível guerra psicológica. Todas as aeronaves pousaram em segurança, mas a situação levanta preocupações sobre a segurança aérea no continente.

Chanceler espanhol destaca agressão híbrida e guerra psicológica na Europa.

Uma série de ameaças de bomba impactou voos comerciais em toda a Europa nesta sexta-feira (6), marcando o terceiro incidente na semana. O chanceler da Espanha, José Manuel Albares, alertou que o continente pode estar enfrentando uma forma de guerra psicológica e agressão híbrida.

As ameaças resultaram em interrupções significativas, com várias aeronaves realizando pousos não programados e caças sendo acionados para escoltar voos. Apesar da gravidade da situação, nenhum explosivo foi encontrado e todas as aeronaves aterrissaram sem incidentes. A polícia dinamarquesa está apurando denúncias relacionadas ao tráfego aéreo no aeroporto de Copenhague, enquanto o aeroporto opera normalmente.

Em Praga, a polícia confirmou ameaças a voos que partiam e chegavam ao aeroporto, mas igualmente não houve cancelamentos ou desvios. Um voo da Wizz Air de Praga para Roma foi redirecionado para Veneza, onde pousou com segurança. Além disso, novas ameaças foram registradas contra aeronaves que sobrevoavam a França, mas todas pousaram sem problemas.

Ameaças de bomba e segurança aérea na Europa

Especialistas em segurança caracterizam as ameaças como parte de um “ataque híbrido” coordenado, embora haja possibilidade de que algumas sejam imitadas ou motivadas por ressentimentos pessoais. As ameaças surgem em um contexto de crescente tensão, após uma série de ataques de sabotagem em diferentes alvos na Europa, como subestações elétricas na Alemanha e instalações de defesa na região do Báltico.

Nenhum governo atribuiu oficialmente a responsabilidade por essas ameaças. Porém, muitas autoridades associam esses eventos ao apoio da Europa à Ucrânia na guerra contra a invasão russa, sugerindo que Moscou estaria por trás de uma campanha de perturbações.

José Manuel Albares, em entrevista à TVE, ressaltou que a frequência e a semelhança dos incidentes não podem ser apenas coincidência. Ele afirmou que a Europa deve estar preparada para enfrentar desafios semelhantes no futuro, reforçando a necessidade de vigilância e segurança reforçada nos voos comerciais.

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