O Ceará deve ganhar protagonismo no comércio exterior em 2026. Isso ocorre com a consolidação do maior terminal refrigerado do Nordeste, instalado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. A unidade é operada pela Fracht Log e foca no escoamento de produtos estratégicos, como açaí e carnes.
Além disso, a empresa projeta atrair até 60% do açaí exportado pelo Brasil. Também pretende concentrar cerca de 8% das exportações de carnes no Porto do Pecém. Com isso, o estado fortalece sua posição como hub logístico no Nordeste.
O terminal iniciou operações em setembro de 2025. A empresa investiu R$ 105 milhões no projeto. Ao todo, a estrutura ocupa 107 mil m², com 17 mil m² de área construída. Nesse espaço, a companhia instalou câmaras frias de alta capacidade. Assim, consegue receber cargas de diferentes estados.
Atualmente, a Fracht Log já firmou contrato para movimentar 200 toneladas de açaí do Pará. As cargas chegam por transporte rodoviário. Em seguida, ficam armazenadas em ambiente refrigerado até a liberação para embarque. Depois, os produtos seguem para o mercado interno ou internacional.
Segundo Thiago Abreu, diretor-geral da empresa, o Pecém oferece vantagem competitiva. Isso porque o porto possui rotas diretas para Estados Unidos, Europa e Ásia. Diferentemente de outros terminais, como o de Vila do Conde, no Pará, essas conexões reduzem etapas logísticas.
Portanto, a centralização das cargas no Ceará reduz custos e prazos. Ao mesmo tempo, amplia a eficiência das exportações brasileiras. Dessa forma, o estado se consolida como um dos principais corredores logísticos do país.
Esta matéria utiliza a fonte do Povo como base para a construção do conteúdo.