Com vendas online em alta, armazéns passam a definir prazo, custo e qualidade da entrega.
Diretora da Samsung SDS aponta tecnologia, IA e sustentabilidade como caminhos para o setor.
O e-commerce brasileiro deve faturar mais de R$ 258,4 bilhões em 2026. A projeção é da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOMM), divulgada pelo site E-Commerce Brasil.
O avanço não se limita às grandes marcas. As vendas online de pequenas e micro empresas cresceram cerca de 1.200% entre 2019 e 2025. O dado vem do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Nesse cenário, os centros de distribuição ganham protagonismo. A avaliação é de Rosa Amador, diretora comercial de logística da Samsung SDS. A empresa é o braço do Grupo Samsung voltado à logística e à tecnologia da informação.
Velocidade pressiona a operação nos armazéns
Hoje o cliente espera rapidez, disponibilidade e precisão nas entregas. Por isso, os armazéns se tornaram pontos fundamentais para uma boa experiência de compra.
Rosa Amador explica que recebimento, armazenagem, separação e expedição pesam diretamente no prazo e na qualidade do serviço. A pesquisa reforça o argumento. Levantamento da Capterra, divulgado em 2022 pela revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, mostra que 73% dos consumidores esperam entregas “ultrarrápidas”.
Além disso, um quarto dos entrevistados afirmou que trocaria de site se um concorrente prometesse prazo menor.
O desafio de equilibrar velocidade, custo e qualidade
Para a executiva, o principal desafio é equilibrar velocidade, custo e qualidade. A pressão cresce em períodos de maior demanda, como Black Friday e Natal.
As empresas lidam com volumes variáveis e pedidos mais complexos. Também enfrentam escassez de mão de obra qualificada e exigência de precisão nos processos.
Entregas mais rápidas pedem ainda estoques bem posicionados, integração entre modais e visibilidade em tempo real. Segundo ela, o desafio é entregar mais rápido “de forma sustentável e economicamente viável”.
Tecnologia reduz erros e aumenta a produtividade
A tecnologia é um dos principais motores dessa transformação. Entre as ferramentas, Rosa Amador cita sistemas de gerenciamento de armazéns (WMS) e automação de processos. Há ainda dispositivos de captura de dados e monitoramento em tempo real.
Entre os benefícios estão menos erros operacionais e mais produtividade. A executiva aponta também melhor uso do espaço, rastreabilidade dos produtos e decisões baseadas em dados. Além disso, as operações ficam mais escaláveis para picos de demanda.
Uma boa gestão deixa o produto no local certo e no momento certo, pronto para expedição. Como resultado, caem as rupturas de estoque e os atrasos. Indicadores como o OTIF (On Time In Full), o nível de serviço e a satisfação do cliente também melhoram.
Automação, IA e sustentabilidade apontam o futuro
Nos próximos anos, Rosa Amador prevê mais automação e maior uso de IA no planejamento e na previsão de demanda. Também espera expansão da análise de dados em tempo real. As operações devem ficar mais integradas ao ecossistema omnichannel, que usa mais de um canal de venda.
Ela afirma que a sustentabilidade também ganhará espaço, com foco em eficiência energética e redução de desperdícios. Para se preparar, as empresas devem investir em tecnologia, capacitação de equipes, digitalização e parcerias estratégicas.
No caso da Samsung SDS, plataformas digitais e ferramentas de visibilidade logística acompanham as operações em tempo real. O objetivo é dar mais controle, previsibilidade e eficiência aos clientes.
Esta matéria utiliza a fonte de Terra como base para a construção do conteúdo.