Querosene de aviação salta 57,6% em um ano

A tarifa aérea doméstica média no Brasil ficou em R$ 660,50 por trecho em junho de 2026, alta de 0,3% na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na comparação com junho de 2024, corrigida pelo IPCA, o avanço foi de 3,1%. O dado revela que as companhias aéreas não repassaram integralmente ao consumidor a escalada de custos com combustível.

No mesmo período, o preço médio do querosene de aviação (QAV) atingiu R$ 5,66 por litro, aumento de 57,6% em relação a junho de 2025 e de 34,1% frente a junho de 2024. O QAV responde por aproximadamente 33% dos custos operacionais das companhias aéreas brasileiras. Sua formação de preço acompanha as cotações internacionais do petróleo e as variações cambiais, o que torna o setor especialmente vulnerável a choques externos.

A disparada do combustível ocorreu em um cenário de volatilidade acentuada no mercado internacional de petróleo, impulsionada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. O barril de Brent chegou a US$ 82,48, com alta de 0,85% após a confirmação de baixas militares americanas em confrontos recentes com forças iranianas.

A defasagem entre o custo do combustível e o reajuste das tarifas aéreas pressiona as margens das companhias e levanta questões sobre a sustentabilidade da operação no segundo semestre. O aumento das despesas operacionais desacelerou o mercado nacional em junho, embora o setor aéreo tenha encerrado o primeiro semestre com fluxo recorde de passageiros. Os dados da Anac consideram todos os bilhetes vendidos para voos domésticos, rota a rota, e incluem apenas o valor do transporte aéreo, sem taxas de embarque, despacho de bagagem ou marcação de assento.

Fonte: Eixos / InfoMoney (via Broadcast)
Foto: AeroIN

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