Como policiais recuperam dados de celulares apreendidos

A recuperação de dados celulares é essencial para investigações policiais. Programas como Cellebrite UFED e Magnet Greykey permitem acessar informações apagadas e dados na nuvem. Entenda como essa tecnologia funciona e sua importância nas investigações.

A recuperação de dados celulares é uma prática comum entre policiais que investigam crimes. Por meio de programas especializados, como o Cellebrite UFED e o Magnet Greykey, é possível recuperar conversas e arquivos que foram apagados de dispositivos móveis. Recentemente, uma megaoperação revelou um esquema de lavagem de R$ 1,6 bilhão, começando pela análise de dados armazenados no iCloud.

Como a recuperação de dados celulares funciona

Os investigadores podem acessar informações em serviços de nuvem ou diretamente nos celulares, desde que tenham o aparelho desbloqueado. Caso contrário, é necessária uma ordem judicial para que plataformas como Google e Apple compartilhem os dados. De janeiro a junho de 2025, foram feitos mais de 38 mil pedidos para acesso a informações de usuários do Google, com uma taxa de fornecimento de 77%.

Recuperação de dados através de iCloud e Google Drive

A análise de dados em nuvens como o iCloud e o Google Drive pode revelar informações cruciais sobre a rotina do usuário. A recuperação de dados de celulares pode ser feita tanto diretamente no dispositivo quanto através de solicitações legais. No último semestre, a Apple recebeu 7.592 pedidos e forneceu dados em 79% dos casos.

Ferramentas utilizadas por policiais

Os policiais utilizam ferramentas como Cellebrite UFED e Magnet Greykey, que são projetadas para contornar mecanismos de bloqueio e acessar informações ocultas nos dispositivos. Essas ferramentas conseguem acessar históricos de mensagens em aplicativos como WhatsApp e Telegram, além de recuperar dados excluídos.

Desbloqueio de celulares para extração de dados

O primeiro passo na recuperação de dados celulares é desbloquear o aparelho. Se o usuário não fornecer a senha, os investigadores podem usar programas forenses que exploram vulnerabilidades do sistema. Marcos Monteiro, presidente da Associação Nacional dos Peritos em Computação Forense, explica que esse processo pode ser considerado uma forma de “hackear” o celular, especialmente em modelos mais recentes, como o iPhone 17.

Processo de extração de dados em celulares

A extração de dados é realizada por dispositivos que se conectam ao celular via USB, utilizando diferentes métodos para obter informações. O processo de extração é dividido em quatro níveis, começando pela extração lógica, que acessa dados visíveis e acessíveis no sistema operacional, como contatos e registros de chamadas.

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