Discord remove aplicativos que burlavam suspensão de vídeos no Brasil

O Discord removeu aplicativos que burlavam a suspensão de vídeos ao vivo no Brasil, em resposta a exigências da ANPD. A ação visa proteger os usuários e garantir conformidade regulatória após um caso trágico envolvendo uma adolescente.
Discord vídeos ao vivo: Discord remove aplicativos que burlavam suspensão de vídeos no Brasil

Ação ocorre após recomendações da ANPD para garantir segurança nas transmissões.

O Discord anunciou nesta segunda-feira (21) a remoção de aplicativos de terceiros utilizados para contornar a suspensão dos recursos de vídeo no Brasil, determinada pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A medida é uma resposta a preocupações sobre a segurança nas transmissões ao vivo e se alinha às exigências regulatórias.

A decisão foi comunicada à GloboNews após a identificação de pelo menos dois serviços externos que permitiam a transmissão de vídeo em tempo real durante chamadas coletivas na plataforma. Estes aplicativos estavam acessíveis mesmo após a determinação da ANPD, que proíbe a utilização de vídeos ao vivo no país.

Medidas do Discord para cumprir exigências regulatórias

O Discord confirmou que os aplicativos eram utilizados sem sua autorização, infringindo os termos de uso da plataforma. A empresa declarou que agiu rapidamente para remover esses serviços, reiterando seu compromisso em cumprir as leis e normas vigentes. “Investigamos o uso de aplicativos de terceiros e, sem o conhecimento ou aprovação do Discord, removemos esses aplicativos da plataforma”, afirmou a empresa.

A ANPD, por sua vez, destacou que a denúncia recebida motivou a solicitação de esclarecimentos ao Discord. A agência alertou que o descumprimento das medidas preventivas pode resultar em novas sanções, incluindo multas diárias.

A suspensão dos recursos de vídeo no Discord foi uma reação a uma investigação sobre a morte de uma adolescente em Mato Grosso do Sul, que ocorreu durante uma transmissão ao vivo. O caso gerou a Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério da Justiça, focando na segurança dos usuários em plataformas digitais.

Esta matéria utiliza a fonte de G1 Tecnologia como base para a construção do conteúdo.

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