Desenvolvida a partir de uma pesquisa de mestrado focada nas operações do Porto do Itaqui, em São Luís (MA), a startup DAAS (Drones as a Service) criou uma solução tecnológica para medir o volume e a carga de grandes embarcações comerciais com uso de drones.
O método tradicional exige equipes em lanchas para checar as marcações do casco, operação sujeita a riscos com vento e mar agitado que leva de 60 a 90 minutos. Com os voos programados dos drones, o processo cai para uma faixa de 20 a 30 minutos, reduzindo a exposição humana e acelerando a liberação das embarcações. Em operações marítimas de grande porte, o tempo de espera para atracação pode custar entre US$ 20 mil e US$ 25 mil por dia.
A empresa iniciou as atividades com investimento próprio de R$ 17 mil em uma incubadora local. Em seguida, captou recursos em programas públicos de fomento regional, somando R$ 37,5 mil pelo Inova MA, R$ 50 mil pelo Investe PI e R$ 265 mil via Fapema. O capital financiou o desenvolvimento da plataforma proprietária, que processa as imagens aéreas, interpreta os dados de calado e entrega relatórios analíticos diretamente aos gestores portuários. A prospecção de novos terminais ocorre por meio de presença em feiras setoriais e iniciativas de comunicação digital.
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