Mesmo com extração residual de petróleo, o Maranhão produziu 5.115 Mm³/d de gás natural em agosto de 2026, volume que supera a produção somada de Alagoas, Sergipe e Ceará. As informações constam no Boletim de Produção da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O resultado coloca o estado na nona posição nacional no segmento de gás. A estrutura operacional da Bacia do Parnaíba é 100% onshore e operada pela Eneva S.A., que adota o modelo de reservatórios de gás não associado, permitindo fluxo contínuo independente da demanda por óleo cru.
Destaques operacionais e dados de mercado
- Gás não associado: Diferente das bacias Potiguar, Recôncavo e Sergipe, onde o gás funciona apenas como subproduto da extração de óleo, a Bacia do Parnaíba opera com foco exclusivo no suprimento para usinas termelétricas do complexo.
- Volume comparativo: O Maranhão produziu quase cinco vezes o volume do Rio Grande do Norte (1.053,81 Mm³/d em 64 campos), operando apenas 8 campos ativos na bacia.
- Desempenho da operadora: A Eneva registrou fluxo de caixa operacional recorde de R$ 1,68 bilhão no segundo trimestre de 2026, com reservas 2P de 37,1 bcm concentradas na região da Parnaíba.
- Campos terrestres: O campo de Gavião Mateiro figurou entre os 20 maiores campos onshore do Brasil em produção total, alcançando cerca de 9 mil boe/d no período.
- Panorama do Nordeste: A região respondeu por menos de 2,5% da produção nacional de hidrocarbonetos em agosto, impactada pela concentração maciça no pré-sal da Bacia de Santos. No ranking regional geral (óleo e gás), a Bahia lidera com 51,4 mil boe/d, seguida pelo Rio Grande do Norte (33,8 mil boe/d) e Maranhão (32,2 mil boe/d).
Foto: Eneva/Instagram