Cearense Infinity Tokens recebe registro da CVM para crowdfunding

Empresa fundada por Aldairton Carvalho e Sávio Maia passa a operar como plataforma de investimento participativo.
Com foco em tokenização, a companhia mira recebíveis, imóveis, agronegócio, energia e infraestrutura.

A Infinity Tokens, fundada pelos cearenses Aldairton Carvalho e Sávio Maia, recebeu em 21 de setembro o registro da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com isso, passa a atuar como plataforma eletrônica de investimento participativo, nos termos da Resolução CVM 88/2022.

Na prática, a autorização coloca a empresa no ambiente regulado do mercado de capitais. Assim, ela pode estruturar operações de crowdfunding de investimento, modelo em que empresas de pequeno porte captam recursos de investidores por meio de plataformas eletrônicas.

A conquista chega antes de a empresa completar um ano. Fundada em 10 de outubro de 2025, a Infinity Tokens agora amplia seu campo de atuação dentro das regras da autarquia.

O que a Resolução CVM 88 exige

A Resolução CVM 88 regulamenta ofertas públicas de valores mobiliários feitas por empresas de pequeno porte em plataformas eletrônicas. Ao mesmo tempo, a norma define requisitos para quem pretende operar esse tipo de plataforma.

Entre essas exigências está o registro na CVM, órgão responsável pela regulação e fiscalização do mercado de valores mobiliários no Brasil. Por isso, a autorização funciona como porta de entrada para o segmento.

No entanto, o registro não torna qualquer ativo automaticamente apto à tokenização ou à oferta pública. Cada operação continua sujeita às regras específicas da sua modalidade.

Recebíveis, imóveis e energia no radar da tokenização

O núcleo do negócio é a tokenização de ativos. A tecnologia permite representar digitalmente determinados ativos e direitos econômicos em estruturas voltadas a investimento.

Conforme as características de cada operação, o modelo pode ser aplicado a recebíveis, imóveis, agronegócio, energia e infraestrutura. Dessa forma, ativos tradicionalmente pouco acessíveis podem chegar a uma base maior de investidores.

Para isso, a empresa atua em todas as etapas do processo. Entre elas estão estruturação jurídica, emissão, distribuição, análise e governança dos ativos.

Regulador acompanha o avanço da tecnologia

A tokenização também entrou na agenda da própria CVM. Em julho deste ano, a autarquia criou o Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT) para estudar o tema e conduzir testes no mercado de capitais.

Nesse contexto, Aldairton Carvalho defende que inovação e regulação caminhem juntas. “Construímos a Infinity Tokens com a visão de que o mercado de capitais pode incorporar novas tecnologias sem abrir mão de segurança, transparência e responsabilidade”, afirma o sócio.

Sávio Maia, por sua vez, vê potencial de mudança na forma como ativos são estruturados e acessados. “Acreditamos que a tokenização tende a abrir novas possibilidades para empresas e projetos”, diz. Segundo ele, porém, o avanço exige segurança jurídica e infraestrutura preparada para escalar.

Empresa cearense em um mercado regulado

A partir dessa etapa, a Infinity Tokens pretende ampliar a criação de estruturas de investimento baseadas em tecnologia. O objetivo é aproximar projetos e ativos de investidores, sempre dentro das regras de cada operação.

Além disso, o movimento coloca uma empresa do Ceará em um segmento que combina tecnologia, mercado financeiro e governança. Trata-se de uma frente supervisionada pela CVM e voltada à conexão entre pequenas empresas e investidores.

https://www.instagram.com/infinitytokens_

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