Dislub investe R$ 640 milhões em terminal no Pecém

Grupo conclui parque de tancagem no Ceará, entra na geração termelétrica e mira 800 postos até 2029

A Dislub Equador está na reta final da construção de um terminal de tancagem no Porto do Pecém, no Ceará, com investimento de R$ 640 milhões. A estrutura deve iniciar a operação comercial no terceiro trimestre de 2027, após liberação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e é a principal aposta do grupo para reduzir o gargalo logístico no abastecimento de combustíveis do estado.

Com capacidade inicial de 130 mil m³, o terminal vai ampliar o recebimento, o armazenamento e a distribuição de combustíveis por via marítima. Hoje, cerca de metade dos combustíveis líquidos consumidos no Ceará chega por transporte terrestre, modalidade mais cara que pressiona o preço final ao consumidor. A empresa projeta corte de custos logísticos e mais segurança no abastecimento regional.

O projeto integra uma estratégia de crescimento em três frentes: distribuição de combustíveis, infraestrutura logística e geração de energia. Em entrevista ao programa Alta Voltagem, da CNN, o CEO Marcelo Magalhães afirmou que a diversificação busca complementar a distribuição de combustíveis, atividade de margens mais apertadas, e ampliar a presença do grupo em diferentes elos da cadeia de energia.

A companhia opera em 17 estados, com a marca Dislub no Nordeste e a marca Equador no Norte e no Centro-Oeste. São mais de 500 postos embandeirados, com meta de chegar a cerca de 800 unidades até 2029. O plano não prevê entrada em novas regiões. A prioridade de curto prazo é fortalecer a operação onde o grupo já atua, com destaque para o Ceará.

Na frente de energia, a Dislub Equador participou, em parceria com outras empresas, de dois projetos termelétricos contratados em leilão de reserva de capacidade, previstos para Bahia e Mato Grosso. Segundo Magalhães, as usinas serão movidas a motores, e não a turbinas a gás, o que viabiliza projetos menores com equipamentos disponíveis no Brasil. A empresa está em processo de habilitação como agente gerador e quer aproveitar a experiência em logística e fornecimento de combustíveis para atuar também na produção de energia elétrica.

Fonte: CNN Brasil

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