Imposto de 35% sobre elétricos importados começa em julho

Medida encerra o cronograma de recomposição tarifária do governo federal e pode impactar preços, frotas corporativas e a estratégia das montadoras no Brasil.

A partir de julho de 2026, os veículos elétricos e híbridos importados passam a pagar 35% de Imposto de Importação. A cobrança encerra o cronograma gradual de recomposição tarifária adotado pelo governo federal após o fim da isenção concedida ao setor.

A retomada da tributação foi anunciada em novembro de 2023 como parte de uma estratégia para fortalecer a cadeia automotiva nacional e estimular investimentos na produção de elétricos no Brasil.

Com a alíquota plena entrando em vigor, montadoras, importadores e empresas que operam frotas corporativas passam a recalcular custos e estratégias comerciais.

O impacto não deve ser uniforme. Cada fabricante tem estrutura de custos e posicionamento de mercado próprios, o que tende a gerar respostas distintas entre as marcas. A BYD, uma das líderes em vendas de elétricos no Brasil, já reconheceu que a medida pode afetar o preço de alguns modelos, mas avalia alternativas para reduzir o repasse ao consumidor.

Para empresas com frotas eletrificadas, o tema exige revisão de projeções financeiras e análise de viabilidade na substituição de veículos convencionais. Peças importadas, manutenção especializada e a cadeia de fornecimento dos modelos também entram nessa conta.

Com a cobrança integral prevista para julho, o setor acompanha de que forma a nova estrutura tributária vai influenciar preços, investimentos e o ritmo de expansão dos elétricos no mercado brasileiro.

Foto: Reprodução

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