Mercado dispara após primeiro turno e Ibovespa supera os 200 mil pontos

Dólar cai perto de 5% e juros futuros recuam até 90 pontos-base com a liderança de Flávio Bolsonaro; infraestrutura e setor financeiro lideram os ganhos

O mercado financeiro brasileiro abriu esta segunda-feira (5) em forte alta após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. Com Flávio Bolsonaro (PL) à frente, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula (PT), investidores passaram a precificar maior chance de disciplina fiscal no médio prazo e de antecipação do alívio monetário.

O Ibovespa saltou 4,88% nos primeiros minutos de negociação e ultrapassou a marca histórica dos 200 mil pontos.

Câmbio e juros futuros

O dólar comercial operou em forte queda, com recuo entre 4,29% e 4,62%, cotado entre R$ 4,97 e R$ 5,00. Na curva de juros, as taxas dos contratos futuros longos cederam até 90 pontos-base.

No Tesouro Direto, cuja abertura foi adiada para as 11h28, o movimento marcou a segunda maior queda diária de taxas desde o início da série histórica, em 2005.

  • Tesouro Prefixado 2032: taxa de 14,15% para 12,95% ao ano (recuo de 120 bps)
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: taxa de 14,17% para 13,00% ao ano (recuo de 117 bps)
AtivoCotaçãoVariação no dia
AZUL97 (Azul)R$ 5,49+37,25%
AMBP3 (Ambipar)R$ 0,15+36,36%
LJQQ3 (Quero-Quero)R$ 1,95+26,62%
ECOR3 (EcoRodovias)R$ 12,33+24,67%
CSAN3 (Cosan)R$ 5,10+23,79%
B3SA3 (B3)R$ 23,30+22,63%
BBDC4 (Bradesco)R$ 21,84+13,57%
BBAS3 (Banco do Brasil)R$ 26,33+11,00%

Fonte: Google Finanças, dados de 5 de outubro, às 17h18.

Infraestrutura entre os destaques

Os papéis ligados à atividade doméstica, ao mercado de capitais e a companhias alavancadas concentraram os maiores volumes e ganhos do pregão. Para o setor de infraestrutura e logística, o destaque foi a EcoRodovias, cujas ações subiram mais de 30% com o alívio da dívida atrelada ao CDI e a queda do custo de capital.

Atualizado às 16h20

Posicionamento até o segundo turno

Com o cenário eleitoral ainda aberto até o segundo turno, marcado para 25 de outubro, gestores e analistas apontam estratégias assimétricas. A primeira é a exposição a ativos ligados ao mercado de capitais, como B3, bancos e plataformas de investimento, vistos como principais beneficiários da migração da renda fixa para o risco.

A segunda é a aposta em empresas cíclicas domésticas e alavancadas, que capturam a compressão do custo da dívida. A terceira é a trava de taxas em títulos prefixados e IPCA+ longos, aproveitando repiques pontuais de volatilidade antes do dia da votação.

Fonte: InfoMoney, Uol e Google Finanças

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