Expansão de data centers no Pecém impulsiona cadeia de negócios

A atração de grandes projetos de infraestrutura digital no Complexo do Pecém coloca o Ceará no centro de uma nova rota global de investimentos. Com a chegada de empreendimentos bilionários, como o projeto da Voltalia na ZPE e a unidade da ByteDance, o Estado amplia a demanda por serviços de comércio exterior, logística e atração de capital estrangeiro.

O avanço desse mercado se apoia em vantagens competitivas consolidadas no território cearense, como a matriz de energia limpa, a presença da Zona de Processamento de Exportação e o hub de cabos submarinos de fibra óptica. A criação do Redata, regime federal de incentivo tributário ao setor, também reforça o ambiente de atração para novas plantas de tecnologia.

Na prática, o impacto vai muito além das obras civis. A instalação e a operação dessas estruturas movimentam importações em larga escala, incluindo servidores de alta performance, processadores para inteligência artificial, equipamentos de rede e sistemas avançados de refrigeração, a maior parte vinda de polos asiáticos. Estima-se uma frequência de cerca de 15 voos cargueiros mensais a partir de 2027 apenas para suprir essa logística.

Do lado das saídas, o modelo é voltado à exportação de serviços digitais. O processamento de dados de usuários globais dentro da ZPE do Pecém transforma o Ceará em um fornecedor de capacidade computacional para o exterior, gerando divisas e consolidando o Estado como uma fronteira estratégica de tecnologia e comércio exterior.

FOTO: Dado Galdieri

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