Novo imposto entra em vigor a partir de 1º de outubro após Brasil atingir cota de importação.
A partir de 1º de outubro de 2026, a China implementará uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina do Brasil que ultrapassarem a cota anual de 1,1 milhão de toneladas. A medida foi anunciada pelo Ministério do Comércio chinês após os embarques brasileiros atingirem o limite em 29 de setembro.
A China, que importou 48% da carne bovina brasileira em 2025, estabeleceu cotas específicas para cada país exportador desde 2025. Dentro da cota, a tarifa regular de importação é de 12%. Contudo, os volumes que excedem esse limite estarão sujeitos à nova sobretaxa, que já afetou outros países, como a Austrália.
Em 2025, as vendas de carne bovina do Brasil para a China totalizaram 1,68 milhão de toneladas, gerando receitas de US$ 8,9 bilhões. A nova tarifa pode impactar significativamente o comércio bilateral e as operações das indústrias brasileiras de carne, que já enfrentam desafios no mercado internacional.
Impacto da sobretaxa na carne bovina brasileira
Com a sobretaxa de 55%, o cenário para as exportações de carne bovina do Brasil pode mudar drasticamente. O Brasil, que é um dos maiores exportadores do setor, poderá ver suas vendas para a China reduzidas, afetando diretamente a economia do agronegócio brasileiro.
As estimativas indicam que, com a nova tarifa, a competitividade da carne brasileira no mercado chinês poderá ser comprometida, especialmente em comparação com outros fornecedores que não enfrentam tais restrições. Assim, a situação requer atenção das autoridades e dos produtores.
Além disso, a implementação dessa tarifa pode levar a uma revisão nas estratégias de exportação do Brasil, forçando os produtores a buscar novos mercados ou a diversificar suas ofertas para minimizar os impactos financeiros.
Esta matéria utiliza a fonte EXAME