A Aura Minerals já superou em valor de mercado na Nasdaq diversas gigantes do setor siderúrgico, incluindo Ternium, Gerdau, CSN e Usiminas. Esse fenômeno reflete a disparidade atual entre os setores e a impressionante alta da mineradora de ouro nos últimos 12 meses.
A comparação de mercado: Aura Minerals e siderúrgicas
Segundo o analista Leonardo Correa, do BTG, a Aura possui uma avaliação de aproximadamente US$ 9 bilhões, ultrapassando os US$ 8,5 bilhões da Ternium, US$ 8 bilhões da Gerdau, US$ 1,8 bilhão da CSN e US$ 1,7 bilhão da Usiminas. O crescimento da mineradora é notável, com uma valorização de 91% apenas em 2023 e 386% nos últimos doze meses.
Previsões e recomendações do BTG
Correa fez recomendações específicas para a Aura, sugerindo um preço-alvo de US$ 122, o que representa um potencial de valorização de cerca de 15% em relação ao preço atual. Embora a Ternium seja a única siderúrgica com recomendação de compra, as demais estão em categoria neutra.
Expectativas de produção e crescimento
Os números projetados pela Aura indicam que a produção deve chegar a aproximadamente 600 mil onças até 2030, comparado com as 368 mil onças deste ano. Correa ainda menciona a possibilidade de fusões e aquisições no futuro, o que poderia acelerar o objetivo de alcançar uma produção de 1 milhão de onças.
Valuation e perspectivas futuras
O analista destaca que, mesmo com a valorização atual, as perspectivas para a Aura permanecem positivas. A empresa deve ser incluída em índices relevantes, como o GDX, aumentando sua visibilidade e liquidez no mercado. Além disso, o potencial de produção em áreas como MSG e Borborema, bem como o desenvolvimento subterrâneo em Almas, não estão completamente precificados.
Correa conclui que a perspectiva direcional da Aura é construtiva, mesmo com a avaliação atual sendo considerada cara em diversas métricas de curto prazo.