Dirigentes articulam suspensão do campeonato e ações judiciais para cobrar transição financeira diante do fim imediato dos patrocínios do setor.
A publicação da Medida Provisória que proíbe as casas de apostas no Brasil desencadeou forte reação nos bastidores do futebol nacional. Clubes da Série A estudam a paralisação do Campeonato Brasileiro como forma de pressionar o Governo Federal a estabelecer regras de transição e alternativas viáveis de compensação econômica.
O impacto financeiro é o ponto central da insatisfação. Dos 20 participantes da Série A, 14 mantêm casas de apostas como patrocinadoras master, o que coloca sob risco centenas de milhões de reais em receitas já integradas aos orçamentos anuais das equipes. As empresas já iniciaram notificações preventivas para suspender ou rescindir os vínculos diante do veto regulatório.
Além da ameaça de greve, os clubes avaliam medidas jurídicas no Supremo Tribunal Federal (STF) em parceria com entidades representativas do setor de apostas, questionando a constitucionalidade e a aplicação imediata do decreto. A proposta inicial do governo, baseada em abertura de linhas de crédito a juros reduzidos, foi rejeitada pela maioria dos dirigentes por considerarem que a alternativa apenas amplia o endividamento do setor.