Emirados Árabes saem da Opep e Opep+ após 50 anos

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram sua saída da Opep e Opep+ a partir de maio de 2026, citando problemas geopolíticos e interesses nacionais. A decisão ocorre em um momento de tensões na região e queda na produção da Opep.

A decisão reflete interesses nacionais e tensões geopolíticas na região.

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram, nesta terça-feira, 28, sua saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da aliança Opep+, com efeito a partir de 1º de maio de 2026. O país justifica essa decisão com base em problemas geopolíticos e na busca por seus próprios interesses nacionais.

A agência de notícias oficial dos Emirados, WAM, destacou que a escolha foi motivada pela instabilidade no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz. Além disso, a decisão também visa atender às necessidades urgentes do mercado diante da volatilidade geopolítica atual, que impacta a dinâmica da oferta de energia.

O ministro de Energia e Infraestrutura dos EAU, Suhail bin Mohammed Al Mazrouei, afirmou que a saída da Opep representa uma evolução política alinhada com os fundamentos de longo prazo do mercado. Desde sua adesão à Opep em 1967, os Emirados têm sido um ator ativo na estabilização do mercado global de petróleo.

Impactos da saída dos Emirados da Opep

A saída dos Emirados ocorre em um contexto de queda na produção da Opep, que despencou quase 8 milhões de barris por dia em março, representando uma redução de 27,5% em relação a fevereiro. Esse cenário é influenciado pela Guerra Irã-Iraque e bloqueios no Estreito de Ormuz, afetando principalmente o Iraque e nações do Golfo Pérsico.

Os Emirados Árabes Unidos reafirmaram seu compromisso em continuar aumentando a produção de forma gradual e responsável, sem comprometer a estabilidade do mercado global. A agência WAM ressaltou que o país é um fornecedor confiável de petróleo com menor intensidade de carbono, contribuindo para a redução das emissões.

Por fim, os Emirados expressaram sua gratidão pelos esforços da Opep e da Opep+, mas enfatizaram que é hora de priorizar os interesses nacionais. Eles continuarão a investir em toda a cadeia de valor da energia, buscando fortalecer a resiliência e a transformação do sistema energético a longo prazo.

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