Faec e Embrapa avançam em projeto para impulsionar a cafeicultura no Ceará

O Ceará deu mais um passo para fortalecer sua produção cafeeira. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) e a Embrapa Café avançaram nas discussões de um projeto estratégico voltado à implantação e expansão do cultivo de café canéfora no estado, cultura que tem apresentado alta produtividade em regiões de clima quente.

A iniciativa reúne pesquisadores, lideranças do agronegócio e produtores rurais com o objetivo de adaptar clones da variedade às condições climáticas cearenses. A proposta busca ampliar a competitividade do agro estadual e abrir novas oportunidades para diversificação da produção rural.

O presidente da Faec, Amílcar Silveira, recebeu representantes da Embrapa Café e da Embrapa Agroindústria Tropical para alinhar as próximas etapas do projeto. Participaram do encontro o chefe-geral da Embrapa Café, Rodolfo Osório de Oliveira, além de especialistas das áreas de pesquisa, inovação e desenvolvimento.

Em abril, uma missão técnica liderada pela Faec visitou o município de Cacoal, em Rondônia, considerado referência nacional na produção de café robusta amazônico. Durante a agenda, a comitiva conheceu propriedades rurais e sistemas produtivos com foco em irrigação automatizada, manejo tecnológico e colheita de alta qualidade.

A experiência servirá como modelo para a implantação de unidades experimentais no Ceará. Segundo o projeto, serão avaliados 22 clones de café canéfora, com expectativa de produtividade entre 80 e 110 sacas por hectare a partir do terceiro ano de cultivo.

Diversificação do agro e potencial de exportação

O avanço da cafeicultura ocorre em um momento em que o Ceará busca ampliar sua presença no mercado internacional do agronegócio. Nesta semana, o Sistema Faec/Senar também promoveu discussões sobre estratégias para fortalecer as exportações do setor e ampliar a competitividade dos produtos cearenses no exterior.

A aposta na cafeicultura irrigada pode representar uma nova frente econômica para produtores do semiárido, especialmente em regiões com potencial para agricultura tecnificada. Além disso, a parceria entre Faec e Embrapa reforça a tendência de uso de pesquisa, inovação e transferência tecnológica como pilares para o desenvolvimento do agro nordestino.

Especialistas avaliam que o cultivo do café canéfora pode ganhar espaço no Ceará devido à resistência da cultura a temperaturas mais elevadas e à possibilidade de obtenção de alta produtividade em sistemas irrigados.

Esta matéria utiliza a fonte da Faec/Senar e CNA como base para a construção do conteúdo.

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