Petrobras descarta aporte na Braskem e afasta planos de estatização

A Petrobras descartou a possibilidade de realizar novos aportes de capital na Braskem ou avançar em qualquer movimento para ampliar sua fatia ou reestatizar a petroquímica. A posição da estatal sinaliza que qualquer eventual necessidade futura de injeção de recursos na operação precisará ser compartilhada de forma proporcional entre os acionistas.

Atualmente, a Petrobras detém 47,03% do capital votante da petroquímica. A governança da companhia segue dividida com a gestora IG4, em um modelo onde a estatal concentra esforços no suporte operacional e de fornecimento, enquanto a gestora conduz a reestruturação corporativa e a disciplina financeira.

A diretoria reforçou que a divisão estratégica estabelecida para a Braskem tem gerado resultados operacionais satisfatórios, afastando especulações do mercado sobre um socorro financeiro solitário ou recompra integral do controle pela petroleira.

O posicionamento delimita a alocação de capital da Petrobras, reforçando o foco estratégico no core business de exploração e produção de óleo e gás, ao mesmo tempo em que pressiona a gestão privada da Braskem a buscar autossuficiência de caixa e soluções de mercado para seus passivos.

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