O S&P 500 alcançou uma nova máxima histórica nesta quarta-feira, 15, impulsionado pela esperança de um fim das tensões geopolíticas e uma temporada robusta de resultados corporativos. O índice, que já havia recuperado suas perdas desde o início do conflito, opera quase 2% acima do nível registrado antes do início dos confrontos em fevereiro.
Recordes do S&P 500 e Nasdaq
O S&P 500 subiu 0,80%, alcançando 7.022,89 pontos e fechando pela primeira vez acima da marca de 7 mil pontos. Enquanto isso, o Nasdaq avançou 1,59%, atingindo a inédita marca de 24.016,017 pontos. Por outro lado, o Dow Jones teve uma leve queda de 0,15%, ficando em 48.463,72 pontos.
Sinais de recuperação no mercado
Após uma queda significativa, o S&P 500 acumula uma alta de mais de 2% nesta semana e caminha para o terceiro avanço semanal consecutivo, algo que não ocorria desde outubro. Desde o seu ponto mais baixo em 30 de março, o índice já subiu 12%. Este movimento reflete uma mudança na percepção dos investidores, que agora vislumbram um cenário de escalada limitada no curto prazo.
Expectativas de lucros impulsionam o mercado
Analistas apontam que a expectativa de uma temporada sólida de resultados financeiros para as empresas norte-americanas está contribuindo para essa recuperação. Segundo dados da LSEG, as empresas do S&P 500 devem registrar lucros de aproximadamente US$ 605,1 bilhões no primeiro trimestre, superando os US$ 598,7 bilhões do ano anterior.
Riscos ainda presentes no horizonte
Apesar do otimismo, os analistas alertam para os riscos que ainda persistem. O Bank of America destacou que as ações norte-americanas enfrentam “riscos de cauda dupla”, especialmente se o conflito reascender. A percepção de que o pior já passou está se espalhando, mas a cautela é necessária.
- Mais de 80% das empresas do S&P 500 já valem mais do que em março.
- O Russell 2000, que inclui empresas menores, subiu mais de 12% desde 30 de março.
- O mercado aguarda os resultados financeiros que podem indicar a continuidade do crescimento.
O panorama atual reflete um mercado em recuperação, mas com a necessidade de vigilância diante de possíveis escaladas nas tensões globais. Para mais informações sobre economia e política, confira nosso artigo sobre o dólar e a bolsa brasileira.